sábado, junho 08, 2013

Punta Cana

Eu sempre quis passar umas férias naqueles lugares paradisíacos de cartão postal com areias brancas e coqueiros. Conheci alguns lugares assim no Nordeste do Brasil mas desde o Hawaii (12 anos atrás) que eu não botava os pés numa praia assim. 
Eu e o namorado, que vive no outro hemisfério, resolvemos nos encontrar no meio do caminho e nada como o Caribe pra namorar. 
Eu já andava com planos de finalmente tirar uma férias de verdade daquelas de relaxar, descansar, curtir uma praia e não se preocupar com nada. Desde 2010 que eu não saía de férias e viciada em viajar do jeito que eu sou 3 anos é uma eternidade.
O destino foi Punta Cana, ponta leste da República Dominicana. Esta área tem mais de 50 resorts - quase todos de empresas espanholas -  do tipo 'all inclusive', 3 refeições e bebidas à vontade.
Ficamos no Hotel Catalonia, perto da Praia de Bavaro. Água quente, cristalina e cheio de corais. Tudo o que eu sonhei. Torrei no sol, andei de caiaque, velejei e mergulhei de snorkel pela primeira vez. Eu estava andando no meio de vários cardumes e não tinha a menor ideia até colocar a máscara.

A comida não era aquilo tudo e tenho certeza que eles misturam água na bebida mas não é de se esperar muito diferente em qualquer lugar que ofereça buffet livre. 

O ponto negativo da viagem pra mim é que não faço muito o estilo turista de resort. Sempre fui  mochileira porque gosto de explorar os lugares e conversar com as pessoas do local. Ver como as pessoas vivem pra mim é mais atraente do que atrações turísticas.  Nesses resorts você sempre é visto como uma carteira ambulante, tipo 'quanto dinheiro posso tirar do turista'. Isso foi um pouco difícil pra mim porque eu nunca tinha visto vendedores tão insistentes e agressivos. Só faltavam te segurar pelo braço.

De qualquer forma, valeu. Foi uma experiência diferente, relaxante, justamente o que eu precisava no momento. 

quinta-feira, maio 09, 2013

Blogs?

Tem alguém aí além da Bá, do Dauro e da Rafa que ainda bloga?
Com o excesso de recursos online e mídia social, as ferramentas ficam obsoletas num piscar de olhos. Lembra quando a gente ficava lendo o blog de todo mundo? Já faz uma década.

E por falar em década, abril foi meu aniversário de 10 anos bamboleando.

terça-feira, maio 07, 2013

Alimentação (1)

Desde criança sempre adorei ler livros sobre nutrição. Ainda lembro do susto quando descobri que o Nescau que minha mãe adoçava pra mim já vinha com açúcar. Sem influência de ninguém, fui corrigindo meus hábitos alimentares pouco a pouco e hoje em dia tento comer o mais saudável possível. A longo prazo, isso me faz sentir melhor, mais disposta, mais feliz e ter menos problemas de saúde. E convenhamos, quem é gosta de hospital?

Eu já tinha uma tendência "geração saúde/natureba" em Floripa mas a vida na Califórnia triplicou esse hábito. Encontrar vegetarianos e veganos é mais do que comum e não se limitam a "hippies". De artistas a advogados e até mesmo grandes executivos desistiram de consumir carne. TODOS os restaurantes oferecem pratos vegetarianos.

A grande vantagem disso é que existe uma inúmera quantidade de produtos alternativos por aqui. Ao invés de leite que causa indigestão e acne em muita gente, hoje em dia é possível comprar leite de soja, arroz, amêndoa, flax e côco.
Como substituto do óleo vegetal ou de soja, tenho usado óleo de coco. A comida fica uma delícia. Na onda dos celíacos, muita gente está evitando glúten e claro há opções de macarrão, bolo e pão sem glúten.

Eu curto tanto comer saudável que não fico legal quando abuso de besteiras, nem a mente e nem o corpo. Hoje em dia, minha dieta é baseada em sucos naturais feitos por mim, chá, salada e sopa, além de grãos. Ainda não sou vegetariana mas como carne esporadicamente. Evito frituras, comida congelada, comidas prontas, embalagens de alumínio e quanto menos industrializada a comida, melhor.

Felizmente há um movimento cada vez maior para diminuir a intensa industrialização que o setor alimentício passou nas últimas décadas. As pessoas estão voltando às feiras e consumindo menos produtos embalados e mais produtos orgânicos.

O que eu acho engraçado é o modismo na alimentação em Los Angeles. Já passamos pelo blueberry, romã, entre outros e agora é a vez do kale (couve) e da quinoa. Em tudo quanto é roda, em todos os restaurantes, só se fala desses dois alimentos.



terça-feira, fevereiro 05, 2013

Santa Maria

Eu sei que a minha opinião não importa a ninguém mas a vontade de me expressar bateu por causa dessa matéria no Diário Catarinense. Os brasileiros exigem justiça. Claro, o que aconteceu no último dia 27 em Santa Maria foi um dos piores incêndios em casas noturnas no mundo, com 237 mortos e muitas pessoas ainda no hospital. É lógico que a dor aperta mais em quem perdeu um filho, um amigo, um namorado...

Uma série de erros causou a tragédia e os responsáveis precisam ser punidos. No entanto, o que tem me incomodado é essa necessidade de apontar um monstro para jogar pedras, algo que já acontece desde a Inquisição. Pois não acho que o Kiko, dono da boate Kiss, seja um monstro e nem que os funcionários mereçam ser ameaçados. Vejo diversas notícias que contribuem para essa execução. Primeiro, disseram que os seguranças não queriam deixar as pessoas saírem. Não deixaram a princípio mas assim que souberam do incêndio, começaram a ajudar. Depois insistiram que o alvará estava vencido mas até onde entendi, eles já tinham dado entrada no órgão público responsável para a renovação e mesmo assim, esse alvará com certeza não impediria o incêndio.

Foi um erro usar a espuma errada. Foi um erro comprar material pirotécnico de uso externo. Foi um erro não vistoriar a casa. Foi um erro não ter outras saídas de emergência. No entanto, o maior erro do Kiko foi o que todos fazemos de uma forma ou de outra. Tentamos economizar no que for possível pois a gente nunca acredita que o risco possa ser tão grande assim. Esse é o erro dele e de todos nós quando não usamos camisinha, fazemos uma ultrapassagem arriscada, compramos um pneu recauchutado por ser mais barato, voltamos bêbados para casa, não conferimos extintores em nossos estabelecimentos e casas, construímos casas em locais de risco, lugares públicos não são vistoriados e aí por diante. Porque nunca acreditamos que vai acontecer com a gente.

Não estou eximindo os responsáveis de culpa mas que sirva de alerta para que não economizemos onde a segurança é essencial. Nesse caso, aconteceu na boate Kiss mas nas minhas experiências de casas noturnas, existem muitos lugares públicos em risco por aí. Vale lembrar que o próprio Kiko tentou ajudar no que foi preciso, inclusive apontando onde seria mais fácil abrir buracos para salvar mais gente.



terça-feira, janeiro 29, 2013

Lindsey Sterling

Um pouco atrasada mas finalmente descobri essa violinista que cresceu no Arizona. Ela ganhou o prêmio de melhor música no Hoopie Awards promovido pelo hooping.org. Lindsey compõe as próprias músicas e mistura vários ritmos modernos como o dubstep.
A artista passou a ser reconhecida graças aos seus videoclipes no YouTube. Depois disso foi convidada a participar do America's Got Talent, programa de talento da NBC e ficou famosa por ser    a violinista que dança. Foi desencorajada a continuar com o violino por não ser um instrumento "pop". Ela ignorou, continuou e agora está fazendo turnê pelos EUA e Europa.            
Esse vídeo foi gravado no Colorado.
                                                                                                                                                                                                     

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Brasil

Passei as últimas 5 semanas no Brasil cuidando da minha mãe que passou por uma cirurgia e curtindo um pouco o verão tropical.
O roteiro geralmente não muda muito: passar tempo com os pais, comer o máximo de frutos do mar que eu puder, tomar umas cervejinhas com os amigos de faculdade e pronto.
O que teve de diferente dessa vez foi finalmente ter feito uma nova trilha pra uma comunidade de 20 famílias que vivem isoladas.

Além disso, organizei um clothing swap, ou melhor, um troca-troca de roupas com a mulherada pra disseminar esse costume e acho que foi um sucesso.

O que valeu mesmo foi a realização do 1º Encontro Nacional de Bambolê. Quase na beira de uma praia tranquila no norte da Ilha de Floripa, o encontro não podia ter sido melhor.  Tivemos participantes do Nordeste ao Sul. Foram 3 dias de oficina, aprendizado, ótima comida e muito amor. Todo mundo se deu muito bem e sem muito stress.

Outra coisa que sempre me surpreende nas minhas andanças por lá é a galera da faculdade. Vinte anos se passaram desde que entramos e todo ano é isso. Nos reencontramos e nunca falta assunto. Isso porque cada um mora num canto do mundo mas fim de ano todo mundo passa na ilha. Eu nunca tinha visto um curso na universidade onde as pessoas continuam mantendo contato a vida toda. E não é um ou outro não. Foram alunos ingressos principalmente entre 1989 e 1998. Vários alunos e até professores se casaram. Isso é o que chamamos de reprodução em cativeiro. Gostoso foi ouvir deles que eu rejuvenesci e pareço mais feliz.
Valeu ainda mais por ter convencido algumas das amigas a começarem a bambolear. Spreading the hoop love, oh yeah!

sexta-feira, novembro 16, 2012

Berlim (2)

Trabalhamos a maior parte do tempo mas deu pra fazer um turismo nos 2 últimos dias. Eu não ligo muito pra atrações turísticas mas às vezes é difícil evitar. Pra começar, fiquei encantada com o sistema de transporte, principalmente depois de morar 11 anos num lugar onde isso praticamente não existe.

Conhecemos a Fernsehturm, uma das torres mais altas do mundo e de onde se vê Berlim inteira. Depois disso, andamos pela Unter der Linden, a rua que leva ao Brandenburg Tor, o cartão postal da cidade. De lá, nos encontramos com amigos do grupo todo num bar em Kreuzberg, inclusive amigos meu de faculdade, um que estava de visita e outro que mora lá.
No dia seguinte resolvemos escolher uma parte menos turística. Fomos numa fábrica de chocolate na região de Tempelhof e por acidente, conhecemos numa comunidade artístico-ecológica. Bem a nossa cara.
De lá, fomos pro bairro de Mitte, a melhor parte de Berlim que vi até agora. É uma área tipo o Soho de NY cheia de galerias e instalações pelas ruas. Vimos um jardim de esculturas de ferro atrás do Kunsthaus Tacheles, que era um centro cultural num prédio em ruínas e que agora querem destruir para dar lugar a um shopping.
Meus únicos dez minutos de dança aconteceram quando entramos de penetra numa festa e o DJ egípcio Hassan Khan estava apresentando essa música. Matei um pouco a vontade de remexer.
Amo Berlim e espero ter a chance de voltar aqui.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Berlim


No começo deste ano resolvi criar uma nova meta: a de viajar a trabalho. Ser jornalista pra mim tinha a ver com trabalhos móveis e menos rotineiros. Nada de passar 8 horas num escritório.
Hoje em dia meu trabalho é bem dinâmico, metade no computador e metade dirigindo pela cidade, ou seja, nada de rotina. No entanto, ainda não tinha viajado a trabalho.
A empresa que eu ajudo - Sinthetics - ia montar um stand numa feira em Berlim e como eu falo um pouco de alemão, ofereci meu serviço e deu certo.
Sinto um carinho especial por aquele país pois minha mãe morou na Alemanha por 10 anos onde praticamente ganhei uma família.
Estive em Berlim em 1994. A cidade toda era praticamente um canteiro de obras, afinal, o muro tinha caído há apenas 4 anos e tinha muita coisa pra ser reformada. Naquela época passei 4 dias e não lembro de muita coisa a não ser do frio, um restaurante peruano, o Hard Rock Cafe e um tour de ônibus que fiz com a família.
Berlim, hoje em dia, é considerada uma das cidades mais artísticas da Europa com inúmeras opções de lazer como clubes, museus, exposições, parques, etc. A cidade não para. Ficamos num bairro afastado na área de Charlottenburg, ao lado do estádio Olympia. Infelizmente a distância impediu de sair mais mas queríamos ficar perto do trabalho.
Aliás, é um desejo antigo que ainda não consegui realizar. Sair pra dançar num grande clube na Europa.
Outro motivo que Berlim mexe comigo é a história do muro. Em 1990, no dia em que o muro caiu, eu estava com vários alemães numa praia em Floripa. Não tínhamos televisão e o vizinho veio nos contar sobre o muro. Achamos que era uma piada mas pra conferir achamos uma TV portátil pequenininha e assistimos as imagens no jornal das pessoas em cima do muro. Nos abraçamos, choramos, celebramos. Foi um dia que marcou todos nós.

sexta-feira, novembro 09, 2012

Eleições(5)

Gosto da falta de panfletos ou qualquer tipo de propaganda eleitoral nas ruas. Uma plaquinha aqui e ali em algumas casas e pronto.

Eleições(4)

Os Republicanos estão preocupados com a derrota nessas eleições e revendo suas estratégias conservadoras. Romney perdeu muito na comunidade latina, principalmente por causa das políticas de imigração. Ele acredita no processo de "auto-deportação" onde o imigrante ilegal fica tão sem opções que se sente obrigado a sair do país.
Enquanto isso, os liberais tiveram várias vitórias. Os Estados de Maine, Maryland e Washington aprovaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já o Estado de Minnesota rejeitou a lei de anti-casamento gay e o Estado vizinho, Wisconsin elegeu o primeiro senador gay assumido. Nem os representantes do Movimento Gay esperavam esse resultado. 
E não foram só os homossexuais que venceram. No Colorado e Washington, a proposta liberando o uso de maconha para fins recreativos também foi aprovada.   
Sinais que os tempos estão mudando e a esperança de varrer uma mentalidade puritana que acompanha a história deste país desde sua colonização. 

quarta-feira, novembro 07, 2012

Eleições (3)

Essa parece bem coisa de americano.
Uma das 3 propostas aprovadas no condado de Los Angeles foi a obrigatoriedade do uso de camisinha em filmes pornô.
Só em Los Angeles pra votar nessas coisas.
A indústria pornô era contra porque transas com camisinha perdem muita audiência e até onde eu sei, todos os testes eram solicitados mas sei lá, né? Parece mais seguro mas se as vendas diminuem, muita gente perde trabalho.

Eleições (2)

É isso aí. Deu Obama!
Foi bonito ver a quantidade de comentários dos amigos acompanhando ansiosamente a apuração e depois de ver todo mundo celebrando.
É muito bom estar rodeada de pessoas com ideologias parecidas a minha e não só isso. O resultado me leva a acreditar que o povo americano aprendeu um pouco com o erro de ter votado no Bush duas vezes.
O discurso da vitória de Barack Obama me emocionou. Ele falou de trabalho conjunto, de união e de responsabilidade do cidadão. "Sua responsabilidade não termina no voto". Este é um ponto no qual sempre admirei este país. Os cidadãos agem mais como co-responsáveis do processo da forma que o presidente falou, uma visão menos paternalista em que o governo é culpado/responsável por todos os problemas do país.
Agora a Califórnia mais uma vez foi um fiasco na votação das propostas. A que eu mais me importava, sobre o selo 'GMO' na comida, está perdendo e quem ganha é a Monsanto que investiu oito milhões de dólares na campanha contra a proposta. Em momentos como esse, A Califórnia não faz nem um sentido. É um estado democrata e liberal mas não conseguimos passar propostas básicas de direitos humanos como o casamento gay, por exemplo. Pelo menos, o aumento do orçamento para a educação vai passar.

Impressões sobre a Votação

Não tinha fila nenhuma e foi relativamente fácil mas o que eu fiquei pasma é que não me pediram nenhuma identidade. Só mostrei meu livrinho das eleições, perguntaram o meu nome e pronto! Nenhum comprovante de identidade. Perguntei o porquê e eles disseram que as pessoas achavam que era invasão de privacidade mostrar o documento com todas as informações. Ué, mas não é isso que tem mostrar toda vez que vai comprar bebida alcoólica?